segunda-feira, julho 27, 2009

Em meio a uma ReSeNhA

Cá estou eu lutando com uma resenha para o curso de pós-graduação. Nem sei ao certo se o resultado do que estou fazendo será considerada uma "resenha" pela professora que nos encheu de atividades para o curto período de 15 dias de férias.

Férias? Onde? Estou trabalhando todas as tardes.
O que tenho se resume a um "recesso" no curso de pós e nas aulas do colégio, mas o trabalho na Inspeção Escolar não parou.

Voltando ao assunto, formei-me em Pedagogia nos idos de 1992 e naquela época não precisei fazer resenha (o que se pedia era "fichamento"), nem foi preciso entregar monografia ou TCC. Resultado: Estou penando! Tudo é novidade pra mim! Não sei nada sobre monografia, artigo ou assemelhados e os professores tratam disso como se todos (incluindo a minzinha aqui) soubessem. Na verdade, acredito que todas saibam pois se formaram recentemente e tiveram que dar conta destes "fardos" que até então não carreguei.
Enfim, vamos ver o que consigo fazer!?...

Enquanto estou aqui sentada frente ao micro, observo alguns comportamentos a minha volta, que me fazem sentir uma pessoa um pouco "displicente", sabe! Não no sentido de desorganizada, mas no sentido de despreocupada.
É que tenho filtrado muito o que deve tirar minha paz. Às vezes, é inevitável perdê-la, mas trabalho em cima daquilo que tira a minha paz para que ela volte. Seja de que modo for, ela tem que voltar. É imprecindível para meu equilíbrio pessoal.
Por isso, não fico esquentando a cabeça com qualquer coisa que sai do lugar.
Já foi o tempo em que me irritava quando após lavar toda a louça e deixar a pia limpinha, ao virar as costas e voltar: lá estavam um ou uns pratos ou copos.

Sou mãe de um menino de 7 anos e uma menina de 11. Na idade deles eu brincava era na rua, de queimada, piques de todos os tipos, desfile, salada mista... ou então tinha colegas que vinham me chamar para brincar e acabavam se entretendo comigo, em minha casa ou vice-versa.
Meus filhos vivem presos em casa, vítimas desta selva de pedra na qual convivemos. Quando saem, o fazem acompanhados de nós, levados por nós. Não há mais espaço para as brincadeiras de rua e, onde estão as crianças de minha vizinhança? Vivemos trancados, cada dia mais enclausurados, isolados, com contatos pré-definidos pautados no trabalho, na faculdade ou na igreja da qual participamos, além da família - elo automático não necessariamente sinônimo de proximidade ou afinidade.
Diante disso, tropeçar num brinquedo e vê-los fora do lugar é algo que tenho que encarar com certa naturalidade, esperando que consigam, ao menos, cumprir sua função de lazer e divertimento aos meus filhos. Claro, oriento que os guardem... a anos oriento que brinquem e guardem...rs. Ainda não cumprem metodicamente esta tarefa.

Enfim... acho que estou meio "tranquilona".
Talvez porque eu trabalhe o dia todo, fora de casa e dentro dela.
Talvez eu me sinta cansada até pra reclamar.

O que noto é que pra algumas coisas sou muito exigente e metódica, por exemplo: assuntos de trabalho e estudo. Mesmo assim, o fato de ter começado responsável por 6 Unidades Escolares e hoje responder por 16, não me causa a aflição que tem causado a algumas colegas de trabalho.
Quanto ao serviço de casa, tento dar conta dentro do meu limite. Se o dia chegou ao fim e não dei conta de fazer tudo que deveria ser feito, paciência! Um outro dia virá enquanto Deus permitir. Então, tento novamente dar conta de tudo outra vez!
A verdade é que serviço de casa não acaba nunca!
E se eu ficar esquentando muito a cabeça com ele... olha, ele acaba comigo, hein!...

Hora de descansar... Bye!

2 comentários:

MamaNunes disse...

Jac minha querida! Nossa, o tempo passa muito rápido..Olha seus filhos? Meniiina! Bom eu já tenho mais um neto que completou 5 anos (rsss).
Vim agradecer sua visita e comentários sempre tão carinhosos e estimulantes e aproveitar para dizer que realmente Deus é maravilhoso! VOCÊ É UM MILAGRE! SOMOS UM MILAGRE!
Te deixo um abraço, uma beijoca e todo meu amor..........em Cristo.

@line-;-- disse...

amiga, saudades de tu!
agora pensa numa chatice as tais normas da ABNT? afff... sorte aí!

beijinhos, mulher polvo! rs...