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terça-feira, outubro 07, 2008

LiNearMenTe

Por um momento gostaria de não me preocupar tanto com o que os outros pensam ou deixam de pensar (embora já tenha melhorado bastante).
Deixar de controlar meu tom de voz.
Gargalhar com muita vontade, pela simples vontade de gargalhar.
Gostaria de ao menos um dia estar livre de dar satisfações ao mundo.
Simplesmente, passar meu batom cor de chocolate e dar uma sumida sem avisar pra onde ou pra quê, nem a que horas volto!
Dar-me um tempo, esquecer do relógio, ignorar as obrigações, respirar novos ares... "desrotinar-me".
Sair desse ciclo vicioso que me rodopia sem parar já faz um bom tempo.

A linearidade da vida por vezes angustia, incomoda, atrofia.
Atrofia desejos, sonhos, planos mais ousados.
E linearmente se vive, com poucos riscos a correr... vive-se.
E a gente se acostuma- como diz Marina Colasanti:

"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não deveria ..."

Com certeza, não deveria!

segunda-feira, setembro 03, 2007

Uma bela bagunça...

Malas lembram?... viagem! Aham...

Vou me aventurar numa viagem de ônibus até São Paulo com meus pequenos.
É algo inédito viajarmos os três somente e de ônibus.
Ainda estou me sentindo uma "ogra", portanto... vou encontrar meu "Shrek"... rs.

Antes disso, deixo um texto que achei lindo!
Eu, como mãe, ainda não tive tanta sabedoria ao agir com a falha de um dos meus...

Deliciem-se com esta possibilidade de reflexão:


Recentemente ouvi uma história contada por Stephen Glenn, sobre um famoso pesquisador que fizera importantes descobertas no campo da medicina.
Ele estava sendo entrevistado por um repórter de jornal que perguntou-lhe por quê ele achava que conseguia ser bem mais criativo do que a maioria das pessoas e o que o diferenciava dos outros.

O cientista respondeu que, na sua opinião, tudo advinha de uma experiência que ele teve com sua mãe aos dois anos de idade.

Certa vez, quando estava tirando um litro de leite da geladeira, deixou cair a garrafa e espalhou leite por todo canto.
A cozinha virou uma piscina de leite!
Quando a mãe entrou, em vez de gritar com ele, de lhe dar um sermão ou castigá-lo, ela disse:
_ “Robert, mas que bagunça! Nunca vi uma poça de leite tão grande. Bem, já sujou mesmo! Você quer brincar um pouco no leite antes de limparmos?”

E como brincou! Depois de uns minutos a mãe lhe disse:
_ “Sabe, Robert, sempre que se faz uma bagunça como esta, é preciso depois limpar e colocar tudo de volta no lugar. Como você quer fazer isso? Podemos usar uma esponja, uma toalha ou um pano de chão. O que você prefere?”

Ele preferiu a esponja, e juntos eles limparam todo o leite derramado.
A mãe então lhe disse:
_ “Sabe, o que aconteceu aqui foi uma experiência fracassada. Era para duas mãozinhas minúsculas carregarem uma garrafa de leite. Vamos até o quintal encher a garrafa de água e ver se você consegue descobrir uma maneira de carregá-la sem deixá-la cair.”

O menininho aprendeu que se pegasse a garrafa por cima, perto da tampa, com as duas mãos, conseguia carregá-la em ela cair. Que lição incrível!

Este famoso cientista comentou que naquele momento ele percebeu que não precisava ter medo de cometer erros. Pelo contrário, aprendeu que erros são apenas oportunidades de aprender-se algo novo, e que na verdade todas as experiências científicas são feitas assim. Mesmo que a experiência “não dê certo”, normalmente aprendemos algo valioso com ela.

Não seria ótimo se todos os pais reagissem como a mãe de Robert reagiu ao erro dele?

- Jack Canfield -