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sábado, agosto 20, 2011

Palavras de um sábio idoso

Sobre velhos idosos mendigando nas ruas...



Eu ainda era solteira e morava com meus pais.
Lembro-me que um dia, voltando para casa no horário de almoço, cheguei comentando e meio que reclamando que um homem idoso, um velho, abordou-me na rua pedindo esmola. Acontece que o cheiro de bebida alcóolica era mais que perceptível e, achando um absurdo aquilo, neguei-me a atender tal pedido.
Então, meu pai esperou que eu terminasse de falar e quis confirmar parte do que disse:
_ Era mesmo um velho, minha filha, quem te pediu esmola?
_ Aham, era sim pai!
_ Ora minha filha, quando um velho lhe pedir ajuda, não queira saber o porquê. Mesmo que seja para ele encher a cara de bebida, dê o que puder, o que quiser. É tão triste tornar-se um velho, especialmente se ele for um velho abandonado, que estará prestando um favor a ele.
Eu entendi bem o que meu pai quis me dizer com aquilo.
Hoje já não o tenho. Ele tornou-se um velho, a doença tomou conta dele e o tirou de nós.
A conversa daquele dia ficou guardada em meus pensamentos e é uma das lições de vida que apreendi.

Dia desses, um velho num banco na rua, estendeu as mãos pedindo ajuda. Passei direto, andei alguns passos adiante e parei, lembrando-me daquela conversa com meu pai.
Abri a bolsa, colhi as moedas que tinha e pedi ao meu filho:
_ Vai lá filho, dá essas moedas pra ajudar aquele velhinho.
Meu filho voltou dizendo:
_ É por causa daquela conversa que você teve com o seu pai, né mãe?
_ É, filho, é sim!

sábado, novembro 27, 2010

Falaê, Profª Jacqueline!

Passei o dia, a noite, entrei a madrugada imersa em trabalho... trabalhos escolares, claro!
Aula pela manhã, planejamentos à tarde e a tentativa de ter um fim de semana mais tranquilo.
Preciso reorganizar meu tempo, estou muito cansada e com a sensação de estar trabalhando demais, embora talvaz nem o esteja.
Lá pela 2ª quinzena de dezembro as coisas começam a se desacelerar.
Então, quem sabe, eu me desato deste emaranhado de coisas a fazer e compromissos a cumprir e me reserve o prazer de:
- deitar numa rede, fechar os olhos e simplesmente me deixar levar... quem sabe até sonhar;
- passear na rua, sem relógio, entrar em lojas, admirar vitrines, fazer orçamentos a toa... só por fazer;
- ver televisão... "só" ver televisão ou assistir a um filme em DVD;
- levar a mascote (nossa cachorrinha) para dar uma voltinha;
- dar uma voltinha com as crianças;
- visitar mãe, tia, comadre, primas... etc.
Enfim, ter a sensação de que FÉRIAS existem e são para ser curtidas.

terça-feira, setembro 07, 2010

Abençoadamente comum...

A algum tempo venho sim pensando em findar esta etapa e fechar o blog.
Afinal, o que tenho para registrar aqui senão o meu dia-a-dia tão abençoadamente comum?
Não há espaço agora para poesia e devaneios.
Sou eu, todo dia, executando as rotineiras tarefas, com bom humor na maior parte das vezes, preocupada com minha sobrinha que enfrenta problemas de saúde e conduzindo os filhos na arte de viver.
Conduzindo eu mesma na arte de viver.
Hoje não foi feriado pra mim.
Deixar o ninho aconchegadinho do jeitinho que se quer para viver não é tão simples como parece.
Tanto eu quanto meu maridinho trabalhamos o dia todo...
Eu de Maria Faxina, Dona Maria Lavadeira e assessora de passar um fio de antena aqui, outro fio de telefone acolá.
Já era noite quando resolvemos descansar e não demos conta de tudo.
Por fim a frase:
_ Amanhã eu não quero fazer nada, hein! Tem comida que dá pro almoço? - disse eu para o maridão...rs - e ele confirmou que sim.
Então resolvi vir aqui... encontrei um monte de comentários de pessoas queridas, entre outros visitantes e mais de 100.000 visitas... que gostoso!
Como posso deixar tudo isso para trás?
O jeito é continuar escrevendo sobre meu dia-a-dia abençoadamente comum, amém!

sábado, fevereiro 20, 2010

Acabou a folia...

Dizem que o ano só se inicia de verdade após o Carnaval. Concordo.
Estou retomando os planos de aula e voltando à rotina própria dos dias de trabalho.
Em meio a isso: atenção aos detalhes da reforma de nosso "LAR DOCE LAR".
Como é bom vivenciar a ansiedade de preparar um presente pra vc e sua família.
Tudo sendo pensado de forma que todos se sintam bem naquele espaço, que seja um espaço que acolha a felicidade dos que ali morarem e o bem-estar dos que ali visitarem.

A única desvantagem é que, até o presente momento, desconheço opção de internet que não seja a discada.
E fico pensando se este meu testemunhado distanciamento virtual (em comparação a tempos atrás) não é um toque de Deus, me preparando para aceitar esta nova realidade de forma a não comprometer minha felicidade ali, naquele lugar.

Meu marido tem feito tudo em comum acordo comigo:
1. Ampliamos o espaço que será nosso quarto.
2. Planejamos um escritório e a estante da sala modulados.
3. Estamos adequando a área externa que abrigará a churrasqueira.
4. Pensamos em fazer um jardim acolhedor de boas-vindas.
5. Para os filhos: cada um terá seu quarto (estão curtindo muito tudo isso).
6. Banco na entrada, cores nas paredes, persianas nos quartos...
Cada cantinho abriga um desejo e espero que consigamos atingir o nosso objetivo tão logo seja possível.
Nada de arquiteto ou decorador. Tudo do jeitinho que a gente pode fazer em meio às idéias que surgem.
Continuo gastando o menos possível (claro) pra poder colaborar com tudo isso.

E dando boas-vindas à correria que recomeça com as bençãos de Deus.
Amém!

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Velox

Uffa... estou "Velox" (banda larga) de novo, embora sem tempo, sem tempo e sem tempo.
Mas não demora muito, as férias escolares estão chegando e, acredito, que eu tenha mais deste bendito, precioso e cobiçado Sr. Tempo.
Quem sabe relembro meus tempos de bom msn, encaminhe uma pancada de emails para os amigos e coloque minhas visitas aos blogs amigos em dia, hein?...rs

"Eu quero uma licença de dormir,
perdão pra descansar horas a fio,
sem ao menos sonhar
a leve palha de um pequeno sonho."
(Adélia Prado)

sexta-feira, novembro 06, 2009

Um BuEiRo em minha ViDa

_ Por favor, o senhor tem um celular?
Foi a pergunta que eu fiz à 1ª pessoa que passou por mim após me dar conta que meu celular poderia ter caído num bueiro (eu mereço!).

Estava uma tarde quente, eu tinha ido buscar uma roupa que meu filho usará numa apresentação da escola e precisava voltar ao trabalho... era pra ser rápido. Era pra ser!

Meio desnorteada sem saber bem o que fazer, vi uma moça se aproximando:
_ Eu ouvi você dizendo que precisava de um celular, pode usar o meu.
Expliquei a situação, dei meu número a ela e pedi que ligasse pra que eu pudesse localizar o meu aparelho.

O fato é que fui tirar minha bolsa pela porta do carona, ela estava com uma das partes aberta, a que coloco o celular, e caiu virada para baixo, justo sobre um bueiro.

Imaginem eu ajoelhada no chão de uma rua qualquer para tentar visualiza-lo dentro do bueiro.
_ Puxa vida! Alá ele... eu disse vendo a hora - 13:47h.

Então começou a operação "salvem meu celular" que envolveu 1, 2, 3, 4, 5 bondosas pessoas: Três senhores e duas moças.
A moça que me ofereceu o celular, mais que depressa, arranjou um galho de árvore aproximando-o de nossa visão. Verifiquei a possibilidade de alcançá-lo em vão. Um senhor providenciou um arame grosso, outro um vergalhão, mas nenhum destes recursos demonstraram levar a uma solução. Até que outra moça, moradora de uma casa na calçada em que se dava a movimentação e que assistia ao meu desespero e às várias tentativas solidárias de resolver meu problema, apareceu com uma ideia que solucionou a questão. Apresento-a caso um dia algo parecido lhes aconteça:

1. Consiga uma sacola plástica e a prenda num galho de árvore ou outro material que alcance facilmente o fundo do bueiro.
2. Tenha cuidado ao direcionar o aparelho de forma que ele literalmente não desça "bueiro abaixo", pq o troço tem a tal abertura de escoamento.
3. Uma 2ª pessoa, de posse de um material rígido - no caso um vergalhão, acomoda a sacola plástica no solo do bueiro de forma que fique com a "boca" aberta.
4. Esta mesma pessoa, no caso eu, cuidadosamente rola o objeto em direção à bolsa. Yuppi! Deus certo!
5. Então, suspenda a bolsa e cuidadosamente a retire do bueiro junto com o aparelho.

Ufa!!! Que alívio!!!
Quis recompensar a moça, que dentre todos os envolvidos foi a que mais se dedicou estando ao meu lado do início ao fim.
Ela recusou com um sorriso.
Então eu disse:
_ Deixe eu te dar um abraço então. Não sei se teria conseguido sem você! - ela retribuiu ao abraço com um sorriso.
Fiz o mesmo com todos os outros.
_ Obrigada! Que bom que existe no mundo pessoas boas como vocês!

Enfim, derretendo de tanto calor, fui cumprir meu compromisso, para voltar ao trabalho.

Retornando pro carro, passado o susto, um dos senhores que me ajudou perguntou:
_ Qual o número do seu celular?
Respondi e ele antecipou-se à minha curiosidade:
_ É que vou jogar no "bicho"...rs
_ Espero que ao menos pro senhor ele dê sorte... rs.
Sorri, me despedi e voei para o trabalho, implorando por uma sala com ar condicionado...rs - pedido aceito!
Bom fim de semana a todos!

segunda-feira, julho 27, 2009

Em meio a uma ReSeNhA

Cá estou eu lutando com uma resenha para o curso de pós-graduação. Nem sei ao certo se o resultado do que estou fazendo será considerada uma "resenha" pela professora que nos encheu de atividades para o curto período de 15 dias de férias.

Férias? Onde? Estou trabalhando todas as tardes.
O que tenho se resume a um "recesso" no curso de pós e nas aulas do colégio, mas o trabalho na Inspeção Escolar não parou.

Voltando ao assunto, formei-me em Pedagogia nos idos de 1992 e naquela época não precisei fazer resenha (o que se pedia era "fichamento"), nem foi preciso entregar monografia ou TCC. Resultado: Estou penando! Tudo é novidade pra mim! Não sei nada sobre monografia, artigo ou assemelhados e os professores tratam disso como se todos (incluindo a minzinha aqui) soubessem. Na verdade, acredito que todas saibam pois se formaram recentemente e tiveram que dar conta destes "fardos" que até então não carreguei.
Enfim, vamos ver o que consigo fazer!?...

Enquanto estou aqui sentada frente ao micro, observo alguns comportamentos a minha volta, que me fazem sentir uma pessoa um pouco "displicente", sabe! Não no sentido de desorganizada, mas no sentido de despreocupada.
É que tenho filtrado muito o que deve tirar minha paz. Às vezes, é inevitável perdê-la, mas trabalho em cima daquilo que tira a minha paz para que ela volte. Seja de que modo for, ela tem que voltar. É imprecindível para meu equilíbrio pessoal.
Por isso, não fico esquentando a cabeça com qualquer coisa que sai do lugar.
Já foi o tempo em que me irritava quando após lavar toda a louça e deixar a pia limpinha, ao virar as costas e voltar: lá estavam um ou uns pratos ou copos.

Sou mãe de um menino de 7 anos e uma menina de 11. Na idade deles eu brincava era na rua, de queimada, piques de todos os tipos, desfile, salada mista... ou então tinha colegas que vinham me chamar para brincar e acabavam se entretendo comigo, em minha casa ou vice-versa.
Meus filhos vivem presos em casa, vítimas desta selva de pedra na qual convivemos. Quando saem, o fazem acompanhados de nós, levados por nós. Não há mais espaço para as brincadeiras de rua e, onde estão as crianças de minha vizinhança? Vivemos trancados, cada dia mais enclausurados, isolados, com contatos pré-definidos pautados no trabalho, na faculdade ou na igreja da qual participamos, além da família - elo automático não necessariamente sinônimo de proximidade ou afinidade.
Diante disso, tropeçar num brinquedo e vê-los fora do lugar é algo que tenho que encarar com certa naturalidade, esperando que consigam, ao menos, cumprir sua função de lazer e divertimento aos meus filhos. Claro, oriento que os guardem... a anos oriento que brinquem e guardem...rs. Ainda não cumprem metodicamente esta tarefa.

Enfim... acho que estou meio "tranquilona".
Talvez porque eu trabalhe o dia todo, fora de casa e dentro dela.
Talvez eu me sinta cansada até pra reclamar.

O que noto é que pra algumas coisas sou muito exigente e metódica, por exemplo: assuntos de trabalho e estudo. Mesmo assim, o fato de ter começado responsável por 6 Unidades Escolares e hoje responder por 16, não me causa a aflição que tem causado a algumas colegas de trabalho.
Quanto ao serviço de casa, tento dar conta dentro do meu limite. Se o dia chegou ao fim e não dei conta de fazer tudo que deveria ser feito, paciência! Um outro dia virá enquanto Deus permitir. Então, tento novamente dar conta de tudo outra vez!
A verdade é que serviço de casa não acaba nunca!
E se eu ficar esquentando muito a cabeça com ele... olha, ele acaba comigo, hein!...

Hora de descansar... Bye!

quarta-feira, julho 08, 2009

Joio x Trigo

Fim do dia... fim de noite...
Acabei de imprimir avaliações que aplicarei na aula de amanhã de manhã.
O ruído de minha impressora matricial a esta hora da noite não é muito agradável, e embora eu me preocupe com o som incomodante ao sono dos meus filhos (em especial), também me vem à lembrança que não raras vezes o som da máquina de costura de minha mãe, varando a madrugada, foi minha canção de ninar. Então sinto menos culpa! rs.

Em meio a atribulada rotina de cumprimento de prazos e deveres, uma palavra marcou meu dia mais uma vez:
F A L S I D A D E

Que se encontra assim definida:
1. Característica do que não é verdadeiro, do que não é autêntico; 2. Atitude de fingimento; deslealdade ; HIPOCRISIA (entre outros contextos).

É a segunda vez que esta palavra me bate na cara este ano, destruindo imagens enganosas e aguçando minha percepção quanto ao outro que está ao meu redor ou em contato com o que sou.
É de se estranhar e de causar decepção, notar FALSIDADE, em alguém que tenha ousado um dia dizer-se seu amigo (a).
_ Sim, sou seu amigo! (...enquanto estiver tudo bem)
_ Pode contar comigo! (...desde que eu não tenha que abrir mão de algo por vc)
_ Sim, sou sua amiga! (...enquanto não me der trabalho algum)
_ Estarei sempre aqui pra vc! (...enquanto for conveniente pra mim)

Entre parênteses, nas entrelinhas, deve ser esta a forma de pensar destas criaturas humanas.
"Nem tudo que reluz é ouro." Portanto, nem todos que "dizem" gostar de vc, realmente gostam.

Há um momento sempre, em que os relacionamentos afetivos são postos à prova. É quando descobrimos com quem realmente podemos contar.

Eu sou uma pessoa que dá muitas chances ao bom convívio, até determinado ponto. (Pq se passar do ponto já passa a ser tolice demais!)
Sou capaz de buscar fazer com que o lado positivo supere o que há de negativo o máximo que eu possa (afinal, todos temos virtudes e fraquezas).
Mas se me der por convencida de que não vale a pena e de que aquela pessoa de fato nunca passará de uma farsa... com licença!
Nada de reticências... ponto final!
Por vezes pontuar assim uma história de convívio dói bastante, especialmente quando vc construiu um carinho verdadeiro por aquele alguém que não foi verdadeiro com vc.
Mas se for pra ser de mentira... não quero!

Então, busco a solução e a força em quem tenho de melhor: quem já provou ser meu/minha amigo/a.
Não são apenas mentiras e farsas que nos rodeiam.
Separe o joio do trigo e vislumbre a beleza de seus trigos.


domingo, maio 31, 2009

BoLsA de MuLHer - A MiNHa!

Bolsa é algo que faz parte da essência feminina.
Há quem tenha várias e a facilidade de combiná-las com cada acessório, com cada par de sapatos. Faço a linha mais básica, mesmo porque não tenho muita paciência para este troca-troca.

Basicamente, o que se encontra em minha bolsa é:
4 Chaves - da casa, do carro e da porta das salas da escola em que dou aulas;

4 Carteira - que vez ou outra precisa de uma faxininha pra retirar o tanto de papelzinho que acumulo ali (extratos, comprovantes de Rede Shop...). Dinheiro que é bom, eventualmente tem...rs

4 Porta-níquel - com as essenciais e inevitáveis moedinhas.

4 Documentos pessoais, do carro e cartões de crédito/banco/lojas - mas não sou consumista o suficiente pra abusar desta última categoria - não uso cartão de crédito, decidi não fazer contas, desde que comecei a trabalhar aqui só compro a vista - acabou o dinheiro? fim das compras!

4 Agenda/caneta - que foi escolhida para estar sempre comigo e traz uma caneta presa à espiral;

4 Celular - indispensável especialmente para comunicação trabalho/família;

4 Absorvente - carrego sempre um seja para meu uso ou no caso de uma amiga precisar;

4 Meu crachá de identificação do serviço de Inspeção Escolar - entregue recentemente:

4 Algo para prender o cabelo:

4 Meus óculos escuros;

4 Porta-batom - com a cor escolhida para o dia - adoro usar batom.

É isso! Quem tem mais? Quem tem menos?
Isso dá um bom meme, hein meninas!

sexta-feira, maio 29, 2009

Bom Humor... conserve-o!

Olá...
Nem me recordo bem da data do post anterior. Estive sem net por dois dias e continuo tentando harmonizar-me entre as várias de mim.
Mas de uma coisa tento não abrir mão em meio a tantos afazeres, compromissos, planejamentos, idas e vindas: do bom humor.
Quando me falta o bom humor, com certeza as coisas saem dos trilhos.
O bom humor nos faz ver a vida com mais leveza, traz-nos luz à face pelo sorriso e, com certeza, torna-nos pessoas mais agradáveis de se conviver.

Dia desses estava eu na minha área de serviço, lavando e lavando a roupa da turma aqui.
Marido entrou e contou um "causo".
Quis participar e tentei contar um outro "causo", mas não consegui não. Já sou péssima piadista e antes de chegar ao fim, imaginando a cena enquanto contava, eu me escangalhava de rir. Ri de chorar... e claro, ele não achou graça do que tentei contar mas como riso é algo contagiante...rs.

O causo era o seguinte:

Otimismo, sempre!

Numa dinâmica de grupo para se trabalhar numa empresa multinacional, foi feita a seguinte pergunta para três candidatos:
" O QUÊ VOCÊ GOSTARIA QUE FALASSEM DE VOCÊ NO SEU VELÓRIO? "
O 1º candidato disse:
- Que eu fui um grande médico e um ótimo pai de família.
O 2º candidato disse:
- Que eu fui um homem maravilhoso, excelente pai de família, e um professor de grande influência no futuro das crianças.
Aí, o 3º arrasou:
- Gostaria que eles dissessem:
-"OLHA, ELE ESTÁ SE MEXENDO..."
Isto é Otimismo...
Foi contratado !

Fala sério... foi uma boa resposta mesmo, né não?...rs
Até a próxima!

quarta-feira, abril 22, 2009

Novos alunos...

Eles cresceram... já não tenho que orientá-los quanto ao uso do caderno, nem procurar historinhas ou cantar músicas infantis.
Eles são jovens, alguns já adultos.
Eu estava ansiosa por este recomeço e é dada a partida: nada é igual ao que era antes.

Meu pen drive de 1 GB (tadinho) perdeu as músicas e deu lugar a arquivos com temas educacionais.
Google nunca foi tão acessado por aqui e no Youtube reinam as buscas por vídeos que possam oportunizar reflexões sobre o contexto educacional do nosso país. - aceito sugestões.
(Ó como tô falando feito catedrática!...rs)

Durmo com um livro de Filosofia na cabeceira, carrego na bolsa um que trate sobre Alfabetização e cá na minha escrivaninha estão os de legislação educacional.
Na biblioteca da faculdade meu parque de diversões e minha maior provação: LEITURA.
Confesso baixinho: não gosto de ler, não leio por prazer. Sou uma leitora de cunho operacional, só leio quando preciso. Enfim, tenho precisado ler bastante desde que assumi estas aulas. É muita informação pra digerir, processar e passar adiante.

O despertar do meu celular às 6:00hs da manhã de hoje já anunciava que os tempos são outros.
Marido sorriu brincando: _ Oba, hoje vou tomar café da manhã em casa... rs.
_ Toda segunda e quarta, benhê! - respondi na malandragem.

Saí antes dele, às 6:30hs.
Foram 3 turmas com uma média de 45 alunos em cada, 2 pela manhã e uma no início da tarde. Ao fim do dia, apesar de ter usado tom de voz moderado, minha garganta já gritava por socorro... estranhei o retorno.
Lá estava eu toda paramentada: aula com slyde preparado, datashow e laptop do marido que me deu uma aulinha "grátis" sobre como utilizar de tais recursos.

E claro, não poderia faltar um mico básico, que nem sei se foi percebido por alguém, mas o foi por mim...rs.
Gente, em uma das aulas, estava eu com o celular sobre a mesa, o projetor, o laptop e o bendito mouse. Não é que fiz o celular de mouse! Aí quando percebi que o cursor não mexia na tela... Kkkkkkkkkkkkkk, que vergonha...rs.
Fiz o celular de mouse sem fio...rs (coisas de Jacqueline)

Segue um vídeo que utilizei nas aulas do 4º ano hoje. Refletir educação é sempre pertinente:

Carinhoso abraço a todos!

terça-feira, abril 14, 2009

Abandonando a tal "Zona de Conforto".

Hoje finalmente, depois de comparecido à perícia e à Coordenadoria de Ensino, apresentei-me à escola para tomar ciência das 12 aulas que terei de dar conta.

O diretor foi muito atencioso comigo, apresentou-me a todos os diretores-adjuntos, falou sobre os objetivos da escola etc, etc, etc.
Então chegou o momento de abrir o horário na tela e me designar as aulas.
_ Estou pensando em te dar a disciplina tal (1), a tal (2), a tal (3)... hummm acho que vou ter que te dar mais uma! - disse ele. (4??????)
Quase caí das pernas!
Mas, mantive a classe embora meu sorriso mais parecesse um arco-íris de tanto que mudava de tom...rs. Por fim devia estar amarelamente desbotado.

Querem saber quais as matérias da professora aqui?
1. Práticas de Educação Infantil (4ºano)
2. Filosofia da Educação (2ºano)
3. Alfabetização (3º e 4ºanos)
4. Política Educacional (4º anos)

Sabe aquilo de estudar? Multiplica por quatro e já me imagina frequentando biblioteca, superlotando a mesa de livros e escafunchando sites pedagógico-educacionais na net pra dar conta do babado.


Sem falar que duas de minhas manhãs queridas serão sacrificadas, além de um meio de tarde. Fora o meu quebra-cabeça de sempre pra dar conta da casa, filhos, maridinho, o outro emprego e blá, blá, blá...
Afffe... tô lascada!

Adeus Zona de Conforto!

Mas, tirando o susto inicial, porque de fato é um recomeço e tanto e vai me dar trabalho, gosto de novos desafios.
Eles me motivam, mexem comigo, por isso entro mesmo de cabeça.
Gosto de ser boa naquilo que faço e de me provar se dou conta do que me proponho a fazer.
Posso até falhar, mas não terá sido por falta de empenho e dedicação.

Começo na próxima segunda (ainda bem que tem feriado).
Tá justificado se eu der uma desaparecida básica, não tá?...rs
Um beijinho na testa de cada um que me lê agora e sei que torce pra que eu brilhe de tanta sabedoria... rs.

quinta-feira, abril 09, 2009

Novos Contratos comigo mesma

Ontem, finalmente, fui ao Rio de Janeiro passar pela perícia médica para então assumir as aulas no Curso Normal.
Graças a uma amiga do trabalho, consegui carona com um casal mas enfrentamos uma viagem muito cansativa, o trânsito estava caótico.
Imagine que tanto para ir, quanto para voltar, um percurso que em média se leva uma hora e meia, concluímos em 4hs.
O horário marcado para estarmos lá era 8:00h. Saímos de VR às 5:30h e só chegamos ao nosso destino às 9:30h. Resultado: não fomos atendidos pela manhã.

Em meio a tudo isso, conhecemos o Ciro, professor de Geografia, comprometido com as causas educacionais, apreciador da comida vegetariana, blogueiro, que tem planejado sua morada analisando-a com os Trópicos (rs... não me pergunte qual) e que com pãozinho de queijo e simpatia, foi uma ótima companhia para nós.

Foi ele quem nos oportunizou, inclusive, conhecer o Espaço Caixa Cultural, localizado perto dali, aproveitando o intervalo de espera para sermos atendidos. Apreciamos duas exposições: uma experimentação ligada a códigos, sons e imagens e xilografias do artista plástico Rubem Grilo.
Valeu, Ciro!
(Agradeço também: Suzana G., Alex e Jailza, que se propuseram a me dar uma forcinha caso eu tivesse que me virar sozinha. Sou uma interiorana que tem medo de cidade grande...rs)

Aprovada na tal perícia, agora é se preparar para resolver isto:

(estudo, pesquisa, leituras, planejamento) x 3 = Inspeção Escolar de 12 escolas + Pós-Graduação aos sábados + Aulas para o Curso Normal.


Vou escrever numa folha o significado do meu nome pra não fraquejar:
Jacqueline = Significa aquela que supera.

Indica uma pessoa que está sempre em atividade.
Seus pontos fortes são a persistência e a força de vontade.
Planeja sua vida com muito cuidado e segue a risca seus planos até sentir que ultrapassou todas suas barreiras.

Aham... eu acredito em mim!
Mas conto com sua torcida, falou?...rs
Beijos

terça-feira, abril 07, 2009

Testemunho de Amor

Sexta-feira, precisei levar as crianças para dormir na casa de uma tia, visto que no dia seguinte tanto eu, quanto ele tínhamos compromisso com a pós-graduação o dia todo. Eu numa faculdade, ele noutra.
Quando ele chegou do trabalho à noite, eu já estava em casa.

Depois que nos tornamos pais, raramente passamos uma noite longe de nossos filhos, mesmo agora que vivemos perto da família. Então, ocasiões assim, estilo "Enfim Sós!" são especiais, precisam ser especiais, não podem ser tratadas como noite comum, concordam?
O que é raro deve ser tratado de forma especial.

Quando saí do banho, ele estava deitado sobre o sofá assistindo a um filme na "Fox".
A exemplo do que fazia com meu pai quando pequena, deitei-me sobre ele de forma a ouvir as batidas do seu coração enquanto me aconchegava em seu corpo.

Sua mão ia e vinha carinhosamente sobre minhas costas e naquele momento me dei conta mais uma vez do quanto este homem é importante e especial pra mim.
Na simplicidade daquele momento ele me refez, sem perceber.

Já disse aqui e repito:
"NÃO HÁ NO MUNDO UM HOMEM CAPAZ DE ME AMAR COMO ELE ME AMA!"
Ele é meu cúmplice, meu parceiro, companheiro, amigo, sócio e amante.

No dia-a-dia da vida de um casal, na correria contra o tempo, compromissos de trabalho, cuidados com os filhos, contas a pagar... muitas vezes deixamos de ter este olhar especial e carinhoso em relação ao outro: um momento em que se pare e se admire a beleza de quem está ao seu lado como um todo.

Ele me dá todos os dias, de uma forma ou de outra, a certeza de que sou amada e eu tento retribuir à altura.

Pra mim, amor tem que ser assim: demonstrado por gestos, ações e palavras (embora os homens não sejam muito de falar :-)
Tem que ter a troca, este ir e vir. Amor algum sobrevive sozinho.
Supor que sou amada, não é pra mim!

Quando se fala em demonstrar amor, as pessoas pensam logo em algo grandioso demais e, por esse motivo, muito trabalhoso.
Tolice! Demonstra-se amor das mais variadas formas, especialmente as mais simples.
Preciso citar exemplos?
"Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar
Qualquer maneira de amor valerá"
(Caetano Veloso e Milton Nascimento, Paula e Bebeto)

Talvez por isso estejamos juntos até hoje, reinventando nosso amor a cada dia (e já faz um bom tempo).

Sobre como a noite terminou?
Ahhhhh... isto eu não conto, não!
CONFIDENCIAL! rs...

sexta-feira, abril 03, 2009

Somos quem podemos ser

O trânsito hj estava caótico na hora em que segui para o trabalho.
Um percurso que faço em 20 minutos levou o dobro do tempo.
A janela aberta, o som ligado e o pensamento intercalando-se entre a primeira e segunda marcha.
Uma música em especial, uma sensação gostosa ao ouvir... e tudo ficou tão claro!


Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos
Às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração...

A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez...

Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...

Um dia me disseram
Quem eram os donos
Da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem
Essa prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro, ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum...

A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez...

Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...

Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Sem querer eles me deram
as chaves que abrem essa prisão...
Quem ocupa o trono
Tem culpa
Quem oculta o crime
Também
Quem duvida da vida
Tem culpa
Quem evita a dúvida
Também tem...

Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...

(Humberto Gessinger)
E ouso um trocadilho de palavras:
Nunvens de algodão...
o desejo aleatório de se transpor à realidade
caminhar sobre sonhos, desvendar outros ares
e querendo libertar-se, aprisiona-se.
Os ventos às vezes erram a direção...
e seguindo o engano dos ventos
cometemos o risco do engano.
Mas há o momento em que tudo fica tão claro.
Fim do intervalo na escuridão.
É o momento de abrir os olhos, respirar fundo,
tomar as chaves que abrem a mascarada prisão
e retomar a direção certa...
sendo quem podemos ser.

sábado, março 07, 2009

Tente não me ouvir...

Dos elementos que me compoem e de tudo que tenho que articular e ajustar em mim, encontra-se meu tom de voz.
Falo alto!

Mas não foi sempre assim...
fui uma menina muito tímida, quase não me ouviam falar e quando o fazia era baixiiiinho.
Demorou muito pra que eu soltasse a voz.

Então, tornei-me uma moça que ia para faculdade, apresentava trabalhos e que tinha assumido uma turma de 3ª série, com quase 40 alunos com idades entre 9 e 15 anos, em sua primeira experiência profissional no magistério.
Creio que foi neste período que meu volume de voz ampliou-se e, por impostação errada, precisei de um tratamento fonoaudiológico em função de calo nas cordas vocais, hj completamente curado.

Resumindo...
sou o tipo de pessoa que dispensa o uso do microfone em uma sala repleta de gente,
sou a patinha feia em meio àquelas pessoas elegantes que falam baixinho quase como se vivessem a contar segredos.
Evito ao máximo ouvir: _ Fala mais baixo, Jac!
(prova de que me distraí e que, em algum momento, destravei...rs)
Campeões nisso? Minhas colegas de trabalho (antes era meu marido, que vez ou outra esquece do quanto essa frase me irrita e fala tb...rs).

Somado a isso, minha expansividade e impulsividade.
Qdo estou empolgada, alegre... ixi, aí que a voz dá mesmo um salto.
(Nada elegante, né Dona Jac?)

Então quer saber? Quando isso acontece, desculpo-me e procuro fazer uso do meu bom humor, achando graça de mim mesma a fim de não perder o eixo.

A gente sempre convive com pelo menos duas de nós mesmas:
aquela que tem atitudes que gostamos (qualidades)
e aquela que tem atitudes que não nos agradam (nossos defeitos).
Posso incluir aqui uma 3ª pessoa: aquela que me agrada, mas não agrada o outro.
E uma 4ª, muito rara... aquela que não me agrada, mas que não desagrada o outro.

Tenho ciência e assumo que sou um ser em evolução e em constante aprendizado.
Tenho humildade para reconhecer minhas falhas e, na maioria das vezes, busco a superação.
Não, não sou perfeita!
Mas quer saber? Salvo os exageros, graças a Deus eu falo... e falo forte.

Quer ouvir? (rs...)
Um bom final de semana a todos ( e digo isso em alto e bom som :-)

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Dias bons.


Lá se foi mais um Carnaval.
Diferente do ano passado, recusei-me a passá-lo em casa de cara pra tv.

Lídice foi nosso destino, uma cidadezinha pequena localizada próximo a Angra dos Reis, a uns 50km daqui.
Lá passei praticamente minha infância, na casa de meus avós - hj falecidos.

O objetivo? Sair da rotina e propiciar às crianças uma sensação de liberdade e tranquilidade pouco presente na vida cotidiana.

Suporte para bicicletas e roupa de banho.
A sensação de andar livremente pelas ruas da cidade, sem ter que ter mãe e pai vigilantes.
Escorregar pelas corredeiras do Rio das Pedras e ali banhar-se.
Carnaval de rua.
Cochilo em rede.
Diversão simples e prazeirosa.

Objetivo alcançado!
Agora é enfrentar o que está por vir.
Haja fôlego!

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Não dou conta...

Não dou conta de esvaziar minha caixa de emails
Não dou conta de retribuir todas as visitas que recebo aqui
Não dou conta de fazer todas as leituras que deveria
Não dou conta de manter minha casa organizada como gostaria
Não dou conta de forno e fogão

Não dou conta de passar toda a roupa lavada de uma só vez
Não dou conta de ir à casa de todas as pessoas que conheço
Não dou conta de manter as unhas feitas toda semana
Não dou conta de agradar a todos
Também não dou conta do meu coração...

Quando ele está preocupado e triste, ele dói e não consigo evitar
Quando ele está eufórico e feliz, eu comemoro sem exitar
Quando ele está cansado de errar, se desculpa e tenta recomeçar!
É bem verdade, não dou conta de muita coisa...
só não posso deixar de dar conta de amar!

sábado, janeiro 31, 2009

DeSaFiOs

A oportunidade estava lá, para muitos, inclusive pra mim.
Pisquei pra ela e disse: vou encarar você!
Dediquei-me aos estudos o quanto pude, mesmo me sentindo obsoleta por tantos anos afastada dos bancos escolares.
Consegui!

Aprovada em 2 concursos públicos, assumi um deles em março/08.
Esta semana fui chamada para o segundo desafio: voltar a dar aulas, agora para o Curso Normal.
E não pára por aí!
Ano passado, fui aprovada em 6º lugar num concurso federal, mas a falta de experiência na área e de uma pós-graduação me classificaram como a 24ª aprovada (eram 5 vagas no edital).
Isto me sinalizou que já estava na hora de eu romper minha zona de conforto e retomar meus estudos buscando uma especialização.
Baseado nisso, fiz minha pré-inscrição para uma pós-graduação em Gestão Educacional e Integrada: Administração e Supervisão Escolar e aguardo a formação de turma.

Encarar uma jornada dupla de trabalho e a retomada dos estudos tendo tudo o mais pra dar conta é uma idéia que me assusta, mas não declinei.
Desafios surgem para nos impulsionar a vencê-los e a superar a nós mesmos.

Talvez eu não consiga cumprir todas as metas às quais me proponho agora, mas ao menos terei tentado.
Acovardar-se ao novo é desperdiçar coragem, garra, determinação, capacidade de superação, motivação, novas experiências e a confiança em Deus.

Sim... se Deus me permite, cabe a mim tentar.
Pode ser que eu esbarre em meus limites. Então, saio de cena.
Mas, cabe a mim tentar!

Meu coração orgulha-se com as vitórias, alegra-se com as oportunidades.
Minha cabeça me faz olhar o chão que piso e me traz preocupações e uma acentuada dose de ansiedade.
Tenho meus filhos que merecerão minha atenção redobrada pois ambos estarão em séries muito determinantes (1ª e 5ª séries). Trabalho fora, mas sou uma dona de casa. Apesar de contar com a ajuda de uma pessoa uma vez por semana na limpeza da casa, cabe a mim todo o resto.
Também agradeço a Deus por ter um marido companheiro e que me dá uma forcinha.

Por tudo isso, peço que entendam: vou ter que sacrificar meu tempo na net. Isto envolve nem sempre poder retribuir as visitas, blog atualizado em média uma vez por semana, pouco msn e encarar a vida de frente, não pela tangente.

Torçam por mim!
Carinhoso abraço... Jacqueline

terça-feira, dezembro 02, 2008

No Limite...

Ela amanheceu já com mil coisas em mente.
Teria que encarar a reunião matinal da terça-feira e, para isso, o almoço deveria estar pronto.
ARROZ... foi a palavra que lhe veio em mente, visto que seu braço-"de amor"-direito já tinha adiantado o demais antes de se deitar, na noite anterior.
CAFÉ... o cheirinho bom do café fresquinho a ajudaria a acordar e a organizar melhor as idéias.
Enquanto começava a lavar a louça que ficou da janta, ouviu sua ajudante - o anjo das terças-feiras, adentrar sua casa.
Um bom dia daqui e dali:
_ Preciso que me ajude hoje com o almoço das cças. Maridão não vai poder vir em casa na hora do almoço e não posso pedir pra sair cedo da reunião novamente.
_ Sem problemas, deixa comigo! - respondeu sua ajudante enquanto começava a passar a roupa.
Terminou de lavar a louça, deixou preparado o leite para o caçula, deu mais algumas coordenadas pra só então sentar-se e tomar seu café.

Um jeans, uma malha azul, brincos, rabo de cavalo, batom e um saltinho.
Arrumara-se de forma mais simples que das outras vezes.
Estava indisposta, naqueles dias...
Chave do carro, bolsa a tira colo e seu fichário.
_ Estou saiiinndooo! - disse em bom tom.
_ Tá, vai com Deus! - escutou.

(Reunião - blá-blá-blá... Reunião - blá, blá, blá)

Carona a uma amiga até o meio do caminho.
Casa: tudo certinho... uniformes vestidos, almoço dado, dentinhos escovados.
Faltavam as lancheiras - ok!
Almoço engolido às pressas: _ Vamos crianças! (rumo à escola)

Mas teria que ligar pra sua mãe e pedir um "help": _ Mãe, vem ficar com as cças à noite pra eu poder ir no curso de batismo (é, vou batizar o Luan, né!)
Comprar o cetim vermelho pra confecção da túnica que o caçula vai usar na festa de fim de ano e o anjinho de sua amiga oculta (o presente é uma 2ª etapa).
Não resistiu e comprou um... na verdade, dois vestidos pra confraternização que irá no dia 10 e no dia 22. (sou da turma do "Me chama, que eu vou!")
Pegar a filha na escola às 15h15.
Escolher com a filha (uma pré-adolescente em exercício da arte de escolher) a roupa que usará na festa de final de ano.
Pegar o caçula na escola às 17h30.
Seguir pra casa: lanchinho, banho...
_ Mãe, que bom que a Sra. chegou! Vou fazer um cafezinho! - disse aliviada abraçando sua mãe.
Um papinho de mãe-filha, coordenadas pra vovó, banho, bolsa, chave do carro, curso de batismo.

Ufa!!! Voltei. Estou cansada.
Ainda tento imprimir algo do trabalho em vão.
Rapidamente olho os emails, comentários não respondidos... lamento!
Não estou dando conta.
Dezembro chegou e a loucura de fim de ano está apenas começando.

Sejam pacientes com a mocinha aqui, ok?
Beijos na testa de cada um e um sorriso :-).