De volta no tempo, foi essa a sensação que ela teve ao chegar naquele lugar.
Rostos conhecidos ao seu redor, mas não demorou muito para que se desse conta de que assistia a tudo e a todos como uma simples espectadora.
Ela estava ali, mas não fazia parte daquilo.
Se um dia quis experimentar o poder da invisibilidade, aquela era uma boa oportunidade.
Parecia não estar sendo vista muito menos notada.
Sorrisos, descontração, abraços e reencontros.
Ela apenas assistia a tudo como se somente alguns daqueles personagens fizessem parte de sua história e não o contrário.
Mas ele já esteve na vida de muitos deles, o que acontecera?
Seria ela dona de uma privilegiada memória?
Ou será que de fato nunca fora notada e apenas se dera conta naquele momento de sua insignificância?
O que, afinal, as pessoas fazem umas com as outras?
Até que ponto se consegue ser tão indiferente ao outro?
Que tipo de seres humanos nos tornamos?
Cansada de assistir àquilo tudo, caminhou para a saída e foi ao encontro de quem fazia dela, personagem principal em sua vida.
quarta-feira, junho 25, 2008
Invisível
Postado por Jac C. às 19:25 8 comentários
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terça-feira, dezembro 18, 2007
Caixinha de sonhos
Ela olha ao seu redor e tem a certeza de que precisa desfazer-se daquele mundo, encaixotá-lo e novamente reconstruir tudo longe dali.
Lentamente, começa a colocar dentro de algumas caixas papéis, livros e outros pequenos objetos de seu escritório.
De repente, um sentimento de que algo está faltando ali.
Onde estão seus sonhos?
Olha pra dentro de si mesma e ainda os sente ausente.
_ Onde eles estão? - questiona-se ansiosa.
Recorda-se que, em dado momento, qdo começaria a vivenciar sonhos, algo fora interrompido.
Já a algum tempo não os saboreia, mas sabe que eles estão em algum lugar do qual não se lembra agora.
Certamente estão guardadinhos numa outra caixinha qualquer perdida por aqui ou acolá.
Ela sorri e se depara com um pensamento de menina moleca:
_ "Quando encontrar minha caixinha de sonhos libertarei todos eles e quero passar um bom tempo brincando de realizar sonhos novamente."
Postado por Jac C. às 21:26 7 comentários
Marcadores: Conto
segunda-feira, setembro 03, 2007
Uma bela bagunça...
Vou me aventurar numa viagem de ônibus até São Paulo com meus pequenos.
É algo inédito viajarmos os três somente e de ônibus.
Ainda estou me sentindo uma "ogra", portanto... vou encontrar meu "Shrek"... rs.
Antes disso, deixo um texto que achei lindo!
Eu, como mãe, ainda não tive tanta sabedoria ao agir com a falha de um dos meus...
Deliciem-se com esta possibilidade de reflexão:
Recentemente ouvi uma história contada por Stephen Glenn, sobre um famoso pesquisador que fizera importantes descobertas no campo da medicina.
Ele estava sendo entrevistado por um repórter de jornal que perguntou-lhe por quê ele achava que conseguia ser bem mais criativo do que a maioria das pessoas e o que o diferenciava dos outros.
O cientista respondeu que, na sua opinião, tudo advinha de uma experiência que ele teve com sua mãe aos dois anos de idade.
Certa vez, quando estava tirando um litro de leite da geladeira, deixou cair a garrafa e espalhou leite por todo canto.
A cozinha virou uma piscina de leite!
Quando a mãe entrou, em vez de gritar com ele, de lhe dar um sermão ou castigá-lo, ela disse:
_ “Robert, mas que bagunça! Nunca vi uma poça de leite tão grande. Bem, já sujou mesmo! Você quer brincar um pouco no leite antes de limparmos?”
E como brincou! Depois de uns minutos a mãe lhe disse:
_ “Sabe, Robert, sempre que se faz uma bagunça como esta, é preciso depois limpar e colocar tudo de volta no lugar. Como você quer fazer isso? Podemos usar uma esponja, uma toalha ou um pano de chão. O que você prefere?”
Ele preferiu a esponja, e juntos eles limparam todo o leite derramado.
A mãe então lhe disse:
_ “Sabe, o que aconteceu aqui foi uma experiência fracassada. Era para duas mãozinhas minúsculas carregarem uma garrafa de leite. Vamos até o quintal encher a garrafa de água e ver se você consegue descobrir uma maneira de carregá-la sem deixá-la cair.”
O menininho aprendeu que se pegasse a garrafa por cima, perto da tampa, com as duas mãos, conseguia carregá-la em ela cair. Que lição incrível!
Este famoso cientista comentou que naquele momento ele percebeu que não precisava ter medo de cometer erros. Pelo contrário, aprendeu que erros são apenas oportunidades de aprender-se algo novo, e que na verdade todas as experiências científicas são feitas assim. Mesmo que a experiência “não dê certo”, normalmente aprendemos algo valioso com ela.
Não seria ótimo se todos os pais reagissem como a mãe de Robert reagiu ao erro dele?
- Jack Canfield -
Postado por Jac C. às 21:43 18 comentários
